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Postado em 19 de Fevereiro de 2018 às 17h17

SÍFILIS E GONORREIA: Transmissão, riscos e prevenção.

Elisa - Análises Clínicas No início de fevereiro lançamos no Blog do Elisa uma série de posts sobre as principais Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs), falando sobre os meios de transmissão, riscos...

No início de fevereiro lançamos no Blog do Elisa uma série de posts sobre as principais Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs), falando sobre os meios de transmissão, riscos à saúde e formas de prevenção (Veja o primeiro e o segundo posts). Neste terceiro post seguimos aprofundando as informações, agora falando de sífilis e gonorreia.

A sífilis, que em tempos mais remotos já foi um grande problema à saúde pública mas esteve relativamente sob controle nas última décadas, apresentou recentemente uma incidência crescente e preocupante. Por isso não se pode descuidar jamais, achando que certas doenças comuns em outras épocas não são mais uma ameaça.

Boa leitura!

SÍFILIS

A sífilis é uma DST causada por um bactéria chamada Treponema Pallidum, cujo sintoma mais comum é uma úlcera indolor na genitália. A transmissão ocorre, na imensa maioria dos casos, pela via sexual e se dá pela penetração da bactéria através de microscópicas feridas ou abrasões na mucosa da vagina ou do pênis.

Estima-se que o risco de contágio em cada relação sexual desprotegida com parceiro infectado seja de aproximadamente 30%. Se houver feridas ou inflamações na vagina/pênis, este risco é ainda maior. Nas fases mais avançadas, a sífilis pode ser transmitida por beijos e até pelo toque se houver lesões na pele ou na boca. Existe também a sífilis congênita que é aquela adquirida pelo feto quando a mãe encontra-se contaminada pela bactéria durante a gestação.

ESTÁGIOS – A doença é dividida em três fases, denominadas de sífilis primária, sífilis secundária e sífilis terciária.

Na primária, a lesão é uma pápula (uma pequena elevação na pele) nos órgãos genitais que em poucas horas se transforma em uma úlcera não dolorosa. Em alguns casos a úlcera pode surgir na boca ou na faringe, caso a transmissão tenha se dado através do sexo oral. A úlcera da sífilis recebe o nome de cancro duro e após três a seis semanas desaparece mesmo sem tratamento, levando à falsa impressão de cura espontânea. O problema é que a bactéria continua se multiplicando e se espalhando pelo organismo silenciosamente.

A sífilis secundária se manifesta após o desaparecimento do cancro duro, agora disseminada pelo organismo, com erupções na pele, classicamente nas palmas das mãos e solas dos pés. Também são comuns febre, mal estar, perda do apetite, dor nas articulações, queda de cabelo, lesões oculares e aumento dos linfonodos difusamente pelo corpo. Os sintomas da sífilis secundária também desaparecem espontaneamente, sem qualquer tratamento.

Já na sífilis terciária, a mais grave, os pacientes podem ficar de um até vários anos, inclusive décadas, assintomáticos antes de um novo retorno da doença. Nesse estágio os sintomas são grandes lesões ulceradas que podem acometer pele, ossos e órgãos internos; acometimento da artéria aorta, causando aneurismas e lesões da válvula aórtica; acomete o sistema nervoso, lavando à demência, meningite, AVC e problemas motores por lesão da medula e dos nervos.

PREVENÇÃO E TRATAMENTO – Apesar de não ser 100% efetiva, a camisinha ainda é o melhor método para prevenir a transmissão por via sexual da sífilis.

A sífilis tem cura se tratada corretamente. O tratamento da sífilis é diferente dependendo do estágio estágio da doença, e utiliza principalmente antibióticos.

Após o início do tratamento as lesões começam a desaparecer já nos primeiros dias. Porém, para se confirmar a cura é preciso repetir os exames de sangue. 

GONORREIA

A Gonorreia é uma DST causada por uma bactéria chamada Neisseria Gonorrhoeae (gonococo). A infecção acomete homens e mulheres igualmente.

A transmissão só é feita de duas maneiras: via sexual (oral, vaginal e anal) ou entre mãe e filho durante o parto. Não há descrições de transmissão do Gonococo através banheiros públicos ou piscinas. A gonorreia pode ser transmitida mesmo quando assintomática ou quando não há ejaculação. A camisinha é o melhor método para diminuir a possibilidade de transmissão.

Seu período de incubação, ou seja, o período entre o contágio até o surgimento dos sintomas, varia de dois a oito dias.

SINTOMAS – O principal sintoma da gonorreia é a uretrite, inflamação da uretra, que é o canal que conduz a urina, iniciando-se na bexiga e terminado na ponta do pênis ou da vulva. A uretrite é caracterizada por um corrimento purulento, de aspecto leitoso, e ardência ao urinar, chamada de disúria.

A gonorreia costuma ser sintomática nos homens, mas é comum passar despercebida no sexo feminino. 90% dos homens apresentam sintomas, mas até 50% das mulheres podem apresentar a infecção assintomática. Essa particularidade faz com que as complicações sejam mais comuns no sexo feminino, uma vez que, se nada sentem, as mesmas não procuram tratamento médico.

O fato de não se ter sintomas não significa que o(a) parceiro(a) não possa ser infectado(a) ou que este não possa apresentar gonorreia sintomática.

Nas mulheres o quadro de ardência ao urinar é mais comumente causado por uma infecção da bexiga, chamada de cistite, que nada tem a ver com doença sexualmente transmissível. Homens jovens, porém, raramente apresentam cistite, portanto, a presença de disúria neste grupo indica sempre a investigação de uma uretrite por uma DST.

- Mulheres jovens ou idosas com disúria, até que se prove o contrário, têm cistite;
- Homens idosos com disúria, até que se prove o contrário, têm alguma doença da próstata;
- Homens jovens com disúria, até que se prove o contrário, têm uma DST ou prostatite;

Obviamente, quando associado a ardência ao urinar, temos um quadro de corrimento de pus pela uretra, o diagnóstico fica mais fácil de ser feito, já que cistite não causa corrimento. Nas mulheres a gonorreia pode se apresentar com um quadro de corrimento vaginal purulento associado a sintomas de vaginite. Outros sintomas da gonorreia são o prurido vaginal e escapes de sangue fora da menstruação.

Os órgãos genitais são os mais acometidos, mas pessoas que praticam sexo anal e oral podem apresentar infecção anal e faringite pela Neisseria gonorrhoeae.

A gonorreia não tratada pode levar a disseminação da doença pelo corpo e causar uma série de complicações como infecção dos testículos e próstata (homens), útero, ovários e trompas (mulheres), infertilidade, lesões de peles, hepatite, meningite, problemas no coração, ossos e articulações. Em grávidas pode ocasionar parto prematuro e infecção do recém-nascido, principalmente lesões oculares.

TRATAMENTO – O tratamento da gonorreia é simples e feito da mesma maneira para homens e mulheres. Atualmente indica-se o tratamento com dose única de antibióticos. Os esquemas mais comuns são com Ceftriaxona intramuscular ou Ciprofloxacino por via oral. Azitromicina pode ser uma opção, mas os efeitos colaterais são comuns nas doses elevadas necessárias para tratar gonorreia.

O parceiro deve ser sempre investigado e tratado. Indica-se abstinência sexual até que todos os sintomas desapareçam. Nos casos assintomáticos, deve-se evitar relações por pelo menos uma semana após o tratamento. É possível se contrair gonorreia mais de uma vez.

Fonte: MD.Saúde

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