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Postado em 27 de Fevereiro de 2018 às 19h14

HEPATITE B: Transmissão, riscos e prevenção

Elisa - Análises Clínicas No início de fevereiro lançamos no Blog do Elisa uma série de posts sobre as principais Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs), falando sobre os meios de transmissão, riscos...

No início de fevereiro lançamos no Blog do Elisa uma série de posts sobre as principais Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs), falando sobre os meios de transmissão, riscos à saúde e formas de prevenção (Veja o primeiro, o segundo e o terceiro post). Neste quarto e último post seguimos aprofundando as informações, agora falando de Hepatite B.

Boa leitura!

A hepatite B é uma doença infecciosa e sexualmente transmissível causada por um vírus chamado HBV, sigla em inglês. Trata-se de uma pandemia que acomete cerca de 350 milhões de pessoas no mundo. O termo hepatite significa inflamação do fígado. Ela pode ser causada por vírus, por álcool, por drogas, por acúmulo de gordura no fígado, entre outras causas.

TRANSMISSÃO

Cerca de 70% dos casos de hepatite B são transmitidos pela via sexual, em torno de dois terços por relações heterossexuais e um terço por relações homossexuais. Outras vias de transmissão do HBV incluem a vertical (da mãe para feto), transfusões de sangue e compartilhamento ou acidentes com agulhas ou outros materiais hospitalares infectados.

Outra maneira de se contrair hepatite B é através do uso comum de escovas de dentes e lâminas de barbear. Esta via é rara, mas torna-se possível se o objeto compartilhado tiver tido contato com sangue. Não se pega hepatite B em piscinas, ou através de em copos ou talheres, com beijos (a não ser que haja contato direto com sangue), abraços, tosse, espirro ou pela amamentação.

O uso de preservativos (camisinha) é indicado para prevenir a transmissão sexual.

SINTOMAS

A hepatite B é dividida em duas fases: infecção aguda e infecção crônica.

Cerca de 70% dos pacientes contaminados com o vírus da hepatite B apresentam sintomas leves e inespecíficos da infeção, e muitas vezes a fase aguda pode ser confundida com um quadro gripal. Entre os sintomas está a icterícia: coloração amarelada da pele e das mucosas devido à inflamação do fígado. Junto com a icterícia também surgem a urina escura e as fezes muito claras.

Outros sintomas da hepatite B aguda incluem cansaço, náuseas e vômitos, dores articulares, dor abdominal, febre e perda do apetite.

A insuficiência hepática fulminante é rara e ocorre em menos de 0,5% dos casos. 95% dos adultos que contraem hepatite se recuperam completamente e ficam espontaneamente curados dentro de seis meses.

Apenas 5% evoluem para forma crônica da hepatite. Esta fase ocorre quando o nosso sistema imune não consegue eliminar o HBV até um prazo de seis meses. Estes pacientes permanecem indefinidamente com o vírus no organismo, destruindo lentamente seu fígado, e podendo contaminar outras pessoas.

Entre as complicações da hepatite B crônica estão a cirrose e o câncer de fígado. Cerca de 10% dos pacientes com cirrose por hepatite B, desenvolvem câncer o fígado. A maioria dos pacientes com a forma crônica não evoluem para esses dois quadros, e quando o fazem, isto costuma ocorrer vários anos, às vezes décadas, depois.

DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO

O diagnóstico da hepatite é confirmado através da sorologia de sangue.

Existe vacina para hepatite, que é muito segura e apresenta eficácia acima de 95%.

O tratamento está indicado apenas nos casos de hepatite B crônica com sinais de atividade. Na hepatite aguda indica-se apenas repouso, hidratação e evitar álcool e medicamentos que possam prejudicar o fígado.

O tratamento é feito com medicação e costuma ser longo, com taxas de sucesso que variam entre 20 e 70% dependendo da situação. O objetivo da terapia é impedir a multiplicação do vírus e prevenir complicações futuras como cirrose e câncer hepático. Nos casos mais graves, com sinais de cirrose e falência hepática, pode-se indicar o transplante de fígado.

Fonte: MD.Saúde

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